O maior amor do mundo.

 As mais doces lembranças eu tive com essa mulher, eu tinha por volta de 4 anos de idade e havíamos nos mudado para uma casa, nos mudamos por causa de mim e da minha irmã, morávamos em um apartamento, e aquela mulher se preocupava tanto conosco que nos mudamos só pra termos espaço para brincar, ter um cão, aquele típico sonho que toda criança pequena tem... Chegando na tal casa, tinham muitos gatos no quintal e também foi um dos dias mais felizes para mim, eu ganhei uma cachorrinha, o nome dela era Filó, soltei ela e só me recordo dela espantando os pobres gatos, com certeza uma memória muito bela.
 Agora tenho 6 anos, estou no pré escolar, acordava cedo e ficava esperando a van vir me buscar até a escola, me lembro de pintar desenhos usando guache, de brincar na grama com os outros garotos, um dia um deles falou alguma coisa da minha mãe da qual não me recordo, fui pra cima dele furioso, letal, assim como um guerreiro defende sua amada dos homens maus, ele era maior do que eu e mesmo assim só sei que terminou chorando no chão, que lembrança mais engraçada, a professorinha conversou comigo, e admito que é tão vago hoje para mim que não sei mais o que ela me falou; a aula terminou e a van veio me buscar para casa, eu sempre chegava e ficava ao lado do fogão falando sobre meu dia no pré escolar para minha mãe, ela com um sorriso no rosto, tal sorriso que guardo com todas as forças do meu espirito no fundo do meu coração, e apesar de ter tantas tarefas em casa, sempre arrumava tempo para brincar comigo e meus brinquedos, eu ficava tão contente, feliz, sou tão grato e orgulhoso, ainda sou o mesmo garotinho rebelde, e nunca vou deixar alguém machucar ela, iria até o fim do mundo, seria o gladiador mais feroz, abriria rios e mares, começaria a terceira guerra mundial só para nunca perder o maior amor do mundo.




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